Nunca imaginei que o conhecimento
que acumulei durante os anos, me serviria de tão pouco. Tudo bem que já estava
a muito sem tocar, mas de repente percebi que tocar piano era muito mais do que
aquele “tocar teclado de qualquer jeito” que tanto vejo por aí nos bares e
festas da vida. Finalmente comecei a ver
na partitura a aplicação das mãos, dos dedos, toda uma sensibilidade, agilidade
necessária. Toda uma independência das mãos em relação aos olhos que estão fixos
na pauta. Não que joguei fora o que sabia, mas foi necessário corrigir muitos vícios
e erros, resultado de anos de memoria muscular errada. Mas tinha algo de
diferente naquelas teclas, e isso me preocupou.

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