terça-feira, 22 de setembro de 2015

Houston, Temos um problema..



Já que o CDP-220 me foi entregue sem o pedal. Achei justo ficar com o meu que funcionava no Yamaha E-423. Porém descobri que existe uma incompatibilidade entre as marcas. O Casio simplesmente não reconhece o pedal da forma correta. Fica invertido. 



O sustain fica sempre acionado e desliga ao pisar no pedal. Achei algumas soluções na net sobre ligar o pedal estando o mesmo pressionado, ou uma forma de inverter na configuração do aparelho. Etc. Nada disso deu certo. A principio pensei em vender ou trocar por um outro mas acabei por fazer eu mesmo a alteração no circuito. Realmente o interruptor de pressão era do tipo NF normalmente fechado e ao pressionar o pedal ele abria e o sustain desligava. O solução, portanto, passava pela troca do componente. Encontrei um interruptor mais menos do mesmo tipo e adaptei na placa. O circuito prontamente foi invertido e adaptado ao padrão Casio que é o Normalmente Aberto. 





Aproveitando o tópico pra dizer que o efeito do Sustain no piano é espetacular! Pena que o CDP-220R possui apenas uma entrada de pedal. É possível configurar no padrão Sustain ou Sostenuto apenas. Isto será um entrave em um futuro próximo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Novo Brinquedinho CASIO CDP-220R


Parece que desta vez é pra valer! A primeira impressão é a melhor possível. Seu efeito martelo das teclas, o aproxima muito de um piano real. Não tenho queixa dos recursos encorporados ao aparelho. O que importa mesmo é o piano com seus três níveis de sensibilidade. A polifonia de 48 (só???) parece suportar bem. De qualquer forma, ainda vou demorar até tocar alguma coisa que realmente use tudo isso. Bom, vou colocar aqui os links das especificações do CDP-220R e também do manual no site da Casio:  
  



E também um vídeo demonstração do aparelho:   www.youtube.com/watch?v=iMZ4dGUw8Z4


Uma luz no fim do túnel.



A quase um mês sem atualizar o blog, estou passando um período complicado, muito trabalho e pouquíssimo tempo livre pra dividir em mim e a família.

Mas aos trancos vou continuando. Para vocês terem uma ideia, nesta data 21/set/2015 estou na lição 22 do L.F.e no M.P na lição 46.


Bom. Deixa pra lá as desculpas da baixa 'produtividade' e vamos para as boas noticias. Finalmente consegui o tão desejado instrumento. Explico para aqueles que agora chegam. Já vinha a algum tempo, tentando trocar de instrumento, ate então algo não tornava satisfatório o estudo do piano. Em um momento a polifonia, outro o peso das teclas.. Fui aprendendo como bom principiante a enorme diferença entra um teclado (qualquer que seja) e um piano mesmo digital. Ainda mais que minhas aulas são num piano de cauda. 




Primeiro tive noticias da venda de um piano digital da Casio. Um Privia px-200 muito conservado apesar de seus 7 anos de mercado. Um modelo já descontinuado, porém estava com um preço bom e já vinha com a estante. 128 de polifonia e teclas pesadas, com certeza era e é uma boa opção pra começar. Praticamente cheguei a fechar a compra dele. Mas outro apareceu na jogada, posto a venda com possível troca por um teclado (!!!!). Não acreditei e entrei em contato na hora. Era um CDP-22OR (em outro post estarei detalhando o aparelho) também da Casio. Dentro do meu orçamento ofertei a troca do meu E-423 + 50% do valor proposto. O vendedor não aceitou de imediato e ficou de me dar uma resposta. Os dias se passaram e não consegui mais contato. Parecia-me que ficaria mesmo com o px-200. Acontece que este sairia por metade do valor do CDP-220 e além disso, teria que vender, por outros meios, o E-423.




Deveria saber que muito das coisas acontece no 
ultimo minuto, no apagar das luzes, e desta vez não foi diferente. Cheguei a combinar com o vendedor pra ir ver o aparelho, mas no ultimo minuto, o outro, do CDP-220R, me liga, dizendo que aceita a troca. E foi o que aconteceu. Optei pelo segundo: o Casio CDP220R. Será que fiz uma boa troca?  Em breve postarei detalhes.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

"Coisa emprestada, coisa arriscada"

A uns 20 anos, ainda morava no interior, e era difícil encontrar qualquer coisa sobre musica, teoria musical, partitura, livros... inclusive professores qualificados. Realmente no interior, as coisas demoram a chegar. A internet ainda engatinhava na capital, e não tinha todo o conteúdo de hoje. Não era facil as pessoas postarem, criarem paginas, como hoje, que tudo já automático. NO interior, internet era coisa de rico, porque computador era caro  e quem quisesse a internet tinha q pagar caro pelo provedor alem da ligação telefônica ..interurbana. Portanto, dependia mesmo do que chegava a banca de revista. 

Comprava métodos de violão com musicas cifradas de bandas e cantores conhecidos. Tocava de ouvido. aprendia notas no braço do violão, sem saber o porque, apenas tocava.Achava escalas coisa de outro mundo. As musicas que aprendia no violão, tocava no teclado, que tinha um acompanhamento bem legal para a época. A primeira e unica vez que emprestei o mt-140, o colega demorou a devolver e eu cobrando. um dia, deixou o teclado em casa, quando eu não estava. Encontrei uma das teclas pretas partida. 

Quando procurei saber, me disse que já tinha recebido assim. Ficou por isso mesmo. Também nunca mais emprestei nem ele me pediu emprestado. Tive que enviar para uma loja na capital que me cobrou caríssimo pelo conserto, que seria a troca de todo conjunto de teclas. Hoje não entendo como conseguia tocar nele hehee. Tinha 8 de polifonia no piano e metade disso quando se fazia um dual com outro som. Tinha uma saída stereo porem era mono com apenas um auto-falante. Era bem limitado. Mudando de assunto, pesquisando, vendo videos de demonstrações de teclados e pianos, percebo que a marca Casio melhorou bastante. Sou do tempo que a Yamaha, tinha disparado, os melhores timbres. Mas hoje, o nivel ta bem parecido entre essas duas marcas. Muito provavelmente optarei por uma das duas. É onde vejo o melhor custo benefício.





quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Praticando e..procurando.

Os estudos continuam sem maiores duvidas. Realmente as primeiras lições são bem tranquilas. Nada muito difícil de assimilar. Acredito que esta seja a forma correta de aprender, ou teríamos muitos traumas de lições terríveis chegando antes da hora. Provavelmente outras pessoas tiveram mais dificuldade do que eu, porém, mas entendo que cada um deve seguir no seu ritmo. E no meu caso, até agora, os meus conhecimentos prévios, talvez, tenham ajudado. Apesar da diferença das teclas o e-423 esta servindo bem ao proposito inicial do curso. 

Ainda não encontrei um instrumento a substituir o e-423. Continuo procurando uma oportunidade. Mesmo assim pelo que tenho visto as chances de char um piano da Yamaha ou da Casio são maiores. O custo benefício parece melhor do que o das outras marcas. Duas coisas que venho percebendo é que, primeira, as pessoas querem vender um piano com anos de uso pelo preço de um novo top de linha. Segunda, aqui em Salvador, a oferta do mercado de usados é bem menor do que outros estados. Quem vende, vende caro e só quer receber a vista, o inviabiliza uma compra imediata. Muito provavelmente não conseguirei vender o teclado antes de fechar o negocio do piano. Realmente é difícil vender por um preço justo. O teclado anterior, por ser mais barato, foi relativamente fácil de vender, mas agora, não encontro comprador para o 423.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pesquisando...

Iniciei minha pesquisa considerando o custo benefício a partir dos critérios:  A crítica: O que dizem os fóruns?  O valor: está dentro do orçamento?  As especificações:  As teclas tem peso real de piano? Qual a polifonia? Comparativo com outros modelos e outras marcas:  Qual modelo é melhor nisto ou naquilo? Encontrei vários modelos de fabricantes variados: Yamaha, Casio, Roland, Korg... Todos muito parecidos em suas especificações. Porem a variação de preços é enorme. Muitos querem vender um piano com 5 anos de lançado por um valor de um lançamento. Se você não atentar aos detalhes. Acaba comprando um inferior. Mais uma vez os vídeos do youtube com demonstrações me ajudaram muito. Nos sites tem também comparativos entre modelos que ajuda a decidir. Vi com tristeza que o valor de um piano digital novo top de linha, como se fala, era e é, muito caro. Em torno de 4 a 5mil reais. Não tive saída senão busca o mercado de usados, onde os preços são bem variados. Encontrei pianos diversos na faixa de 2 mil reais. Fiz uma lista dos contatos. Tinha a ideia de fazer uma troca de instrumentos. Eu precisava vender ou passar o teclado e-423 de qualquer forma. 

Não dá. Lá vamos nós outra vez!



Realmente a situação incomodava. Por mais que o E-423 fosse um ótimo teclado. Não saia da minha cabeça a ideia de que o fato das teclas serem leves, de plástico, estaria comprometendo, atrasando meus estudos, visto a grande diferença entre os instrumentos. O que eu precisava mesmo era de um piano. Não um teclado, um piano. Com todas as suas características. Claro que um piano, foi e ainda é inviável pra mim, visto o tamanho, o valor e a manutenção necessária. Portanto a opção era um piano digital! A princípio o melhor dos dois mundos. Uma vez decidido, comecei uma pesquisa dos pianos digitais a venda no mercado. Outra coisa também me preocupava: o que fazer o teclado E-423? Conseguiria vender por um preço justo? A compra do piano dependeria disto. 

Houston. We have a problem...


Sensação de instrumento de brinquedo.
Teclas de plástico.
Mas tinha algo de diferente naquele piano, nas teclas. A cada aula, uma nova lição a praticar em casa, sentia uma diferença enorme. Chegou a ficar impraticável: fazia tudo certo em casa, mas não conseguia no curso. Levava um tempo, minutos, ate que finalmente me ‘acostumava’ ao instrumento. Entendi que piano é piano, teclado é teclado. Sem comparação. Resultado: Me vi com um instrumento de brinquedo em casa. Teclas quase do tamanho natural do piano, porem de plástico, absurdamente mais leves. O E-423 estava dificultando a pratica. Desta vez não era a questão da sensibilidade mas o peso, o peso das teclas.  





A saída era trocar por um piano digital. Já tinha ouvido logo no inicio do curso que teria dificuldades cedo ou tarde com o uso do teclado e teria q optar por um piano.  Naquele momento adquirir um piano estava fora de cogitação. Tinha de me contentar com o teclado mesmo.

Livro de criança! Bom demais pra você? Tente tocar alguma coisa.


Os livros que estou estudando no curso são: “Meu piano é divertido. Volume 1. De Alice Botelho, editora Ricordi.  Sobre o livro: "Meu Piano é Divertido" ensina as crianças a tocar piano, de uma forma divertida. Através de ilustrações, partindo do conhecido para o desconhecido, traz uma agradável associação de idéias e facilita a compreensão...”  Bom. O fato é: para quem esta engatinhando, o livro é muito interessante e tem muitos desafios. Nunca pensei que tocar o “parabéns pra você” ou a “Ciranda Cirandinha” na partitura poderia ser tão complexo quando se aplica todo o conjunto de regras necessárias a tocar o instrumento corretamente.  

O segundo livro é o volume 1 do Leila Fletcher Piano Course, também da editora Ricordi. Sinceramente não sei qual dos dois é o mais difícil. Não difícil no sentido de ser ruim. Pelo contrario. A cada lição um novo desafio. Algumas mais simples outras com um detalhe que passa despercebido, mas faz toda diferença. Mas para frente postarei comentários a cada lição estudada desses dois livros.   

Primeira Aula. Novos rumos.

Nunca imaginei que o conhecimento que acumulei durante os anos, me serviria de tão pouco. Tudo bem que já estava a muito sem tocar, mas de repente percebi que tocar piano era muito mais do que aquele “tocar teclado de qualquer jeito” que tanto vejo por aí nos bares e festas da vida.  Finalmente comecei a ver na partitura a aplicação das mãos, dos dedos, toda uma sensibilidade, agilidade necessária. Toda uma independência das mãos em relação aos olhos que estão fixos na pauta. Não que joguei fora o que sabia, mas foi necessário corrigir muitos vícios e erros, resultado de anos de memoria muscular errada. Mas tinha algo de diferente naquelas teclas, e isso me preocupou.

Pró! Cadê você?!


Professora Sandra Nunes me aguardava no dia e hora combinados. Finalmente batia a porta à possibilidade de iniciar um curso de piano. Estudar de verdade, ter uma direção, não mais ser autodidata e aprender sem uma metodologia correta. Muito gentil, me deixou bastante seguro diante das minhas colocações e duvidas sobre o curso e o como seria daqui pra ver. E o principal: não havia formula mágica, mas sim dedicação e o longo caminho à frente.


Afinal, é possível ainda aprender? Com quase 40 anos, cheio de vícios de quem tentou aprender toda vida, sozinho?  Diante de mim, um piano de cauda. Oportunidade para quem nunca encostou em um. Estava tudo perfeito. Acertado o dia e horário. Matriculado. Agora é aproveitar a chance e se dedicar o máximo possível.


Sozinho não dá!


O tempo passou. E sempre estudando e praticando por conta própria. Assisti vários vídeos com aulas, explicações de leitura da partitura, muita coisa na internet. Mas sempre como duvidas que nem sempre sabia explicar escrevendo e sempre difícil encontrar alguém disposto a ajudar, explicar. Foi quando vi que sozinho acabaria desistindo. Precisava de alguém para tirar minhas duvidas e principalmente prestar contas dos meus progressos. Com o tempo limitado e sem nenhuma indicação, me vi perdido na net, a procura de escolas de musica. Muitas das que entrei em contato, sequer responderam. Precisava de um professor particular. Naquele momento a única certeza que tinha era: vou aprender a tocar piano e preciso de alguém. Levei dias procurando até encontrar o site http://pianoeteclado.com.br. Bem completo achei interessante entrar em contato. Para minha surpresa, meu e-mail foi prontamente respondido. Combinei uma visita para conhecer a escola e os detalhes do curso de piano.

Evoluindo...


O dia chegou. Após muito procurar consegui um teclado, que até então era meu sonho de consumo. Com ele conseguiria avançar mais rapidamente nos estudos. Tratava-se do Yamaha E-423. Um teclado de 61 teclas, com 32 de polifonia e finalmente, três níveis de sensibilidade, vários sons de piano. Um teclado arranjador semi profissional pra ninguém botar defeito, com recursos que nem utilizava, afinal, o que importava pra mim era o piano. Encontrei no youtube vários
vídeos de demonstração. No site da yamaha você encontra mais informações a respeito deste teclado. Também já é descontinuado, porém é mais novo que o PSR E-233. Pode ser encontrado também em sites de vendas diretas como o olx. O preço médio de um usado em bom estado na faixa dos R$800,00 reais nesta data.  

Novo Bebê


O PSR E-233 era um bom teclado, mas era um teclado. Longe de um piano, não tinha sequer sensibilidade nas teclas. Eu via nisto um problema sem tamanho, mesmo pra mim, que estava começando. No estudo das partituras a dinâmica ficava prejudicada pois a intensidade era sempre a mesma. Em termos do som de piano, igualmente inferior, visto que o “sample” era sempre o mesmo, até porque não existia sensibilidade. Mesmo assim toquei um tempo com ele enquanto me preparava buscando outro instrumento mais apropriado as minhas necessidades. Fiquei pouco mais de três meses com ele. No site da yamaha você encontra informações detalhadas sobre o instrumento. É um modelo descontinuado, porém, nesta data, ainda é encontrado a venda em sites como mercadolivre e olx.Preço médio de um usado em bom estado: R$ 500,00. 

Recomeço


Yamaha PSR-E233
Precisava de um instrumento que possibilitasse praticar estudar se dificuldades. Porém a pressa aliada a falta de recursos financeiros do momento, me fez optar por um instrumento que , posteriormente, se mostrou muito insuficiente para um estudo. Um teclado Yamaha PSR E-233 de 61 teclas.  Com 32 de polifonia máxima, vários sons e acompanhamentos, parecia ser o instrumento ideal pra começar. Porém pra quem tinha como objetivo aprender a tocar piano, os entraves apareceram e logo percebi que não poderia ficar com ele muito tempo.  

Um pouco da história


Iniciei meus estudos aos 11 anos, no ano de 1988, tocando violão. Era um instrumento da marca Tonante! Em determinado momento comprei um cristal para amplificar o som, depois coloquei botões de volume e embuti o conjunto. Já foi cor creme, natural madeira, azul, preto. Pintei de varias cores. Foi um ótimo companheiro durante anos. Toquei muito. Sempre gostei do rock e do pop rock. Pouco depois do violão, em 1990, ganhei um teclado. 



Era um Casiotone MT-140. Teclas pequenas, 4 oitavas, mono, com polifonia 8! Muito inferior a qualquer aparelho atual. Porem foi nele que comecei. Até hoje tenho ele. Ficou os últimos 15 anos guardado. Está funcionando 100%, conservado após 25 anos! Não vendo, não troco, não empresto. Parei de tocar a bastante tempo, a  mais de 15 anos. Cheguei a comprar outro violão, porém, como se por inspiração, veio o desejo de muito tempo: O piano. Sempre fui autodidata nos dois instrumentos. 




No inicio, tomei algumas aulas, porém estudava mesmo por métodos e tentava tirar as musicas de ouvido. Não existia internet e a informação, o conhecimento, não era fácil de conseguir. Sempre tive o desejo de aprender musica, de verdade. Aprender notação musical, aprender partitura. Não sei quando exatamente surgiu a vontade mas logo o violão estava de lado e retomava o teclado tentando relembrar alguma coisa que tocava antigamente. Os dedos, as mãos duras não ajudavam. O pequeno Casiotone era de longe muito ruim para iniciar qualquer estudo. E precisava de um instrumento com teclas em tamanho natural para não prejudicar o estudo. Passei um tempo pesquisando, considerando o critério preço, infelizmente.